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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A máquina d scrvr

Apsar d minha máquina d scrvr sr um modlo antigo, funciona muito bm, com xcção d uma tcla.

Há 42 tclas qu funcionam bm, mnos uma,  isso faz uma grand difrnça!

Às vzs, m parc qu mu grupo ´ como a minha máquina d scrvr, qu nm todos os mmbros stão dsmpnhando suas funçõs como dviam, qu tm um mmbro achando qu sua aus^ncia não fará falta...

Voc^ dirá: "Afinal, sou apnas uma pça sm xprssão , por isso, não fari difrnça ou falta à comunidad." ntrtanto, para uma organização podr progrdir ficintmnt, prcisa da participação ativa  conscutiva d todos os sus intgrants.

Na próxima vz qu voc^ pnsar qu não prcisam d voc^, lmbr-s da minha vlha máquina d scrvr  diga a si msmo: "u sou uma pça important do grupo  os mus amigos prcisam d mim!"


Pronto, agora consertei a minha máquina de escrever. Você entendeu o que eu queria te dizer?

Percebeu a sua imensa participação na vida daqueles ao seu redor? Percebeu que assim como tem pessoas que são importantes para nós, também somo importantes para alguém?

Lembre-se de que somos parte do Universo e como tal somos uma peça que não pode faltar no quebra-cabeça da vida!

(Adaptado do livro Sabedoria em Parábolas, do professor Felipe Aquino)

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Satisfação

Vocês provavelmente conhecem o blog do Will Leite (se não conhecem, corram lá!), sem dúvida um dos melhores cartunistas de hoje. A tira abaixo foi publicada no dia 27 de janeiro, e retrata de forma bem-humorada uma realidade cruel dos dias de hoje:



segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Apanhando Macacos

Uma pequena história, mas só porque eu estou sem tempo de fazer um post original. Mas não se preocupem: há muitas outras histórias de onde esta veio!


Em certas regiões africanas usam os indígenas de um curioso artifício para apanhar macacos.

Amarram solidamente a uma árvore um saco de couro cheio de arroz, comida predileta dos símios.A boca desse saco, muito estreita, é do tamanho justo para só deixar passar a mão do animal; e este, se a fecha, prendendo entre os dedos um punhado de arroz, não pode mais retirá-la... Sem desconfiar da armadilha, o macaco voraz mete a mão no saco e agarra, com força, um punhado de seu manjar favorito. Ao verificar que a mãe está presa, faz caretas e agita-se, uiva, debate-se, retorce o corpo, em movimentos cada vez mais violentos. Mas todos os trejeitos e uivos são inúteis. O indígena aproxima-se e, com seu laço de couro, captura-o...

Como é tolo esse pobre macaco! Bastaria apenas, num gesto tão simples, abrir a mão e largar o arroz para recuperar a liberdade! Mas ele prefere o cativeiro e a morte, a renunciar a presa!

Toma cuidado, meu filho, que o desregrado amor ao dinheiro não te cative do mesmo modo e não te atire à prisão das mais negras paixões!

Não se pode viver sem dinheiro. De uma coisa porém não nos devemos esquecer: é de jamais sermos escravos do dinheiro. O dinheiro é que deve ser nosso servo. É ele mero instrumento, um meio apenas, não se devendo fazer dele um fim.

Assim, se não o deixares reinar como senhor em tua alma, o dinheiro pode ser para ti um bom servo. Aumentará os teus valores espirituais, dar-te-á o direito de primogênito dos filhos de Deus.

O amor desordenado às riquezas é o que se chama avareza. É avarento o que vive preocupado, exclusivamente, em amealhar mais dinheiro, e aumentar o seu pecúlio. A fortuna é, para o avarento, um fim, e não o meio de prover às necessidades da existência. É tal a sua paixão pelo dinheiro que se torna miserável, não só para os outros como para si próprio. O avaro não dá esmolas; nega o menor auxílio aos necessitados; priva-se, ele próprio, de tudo. Passa a vida a pão-duro. Quando precisa gastar, sente como se lhe arrancassem um naco da alma. É tipo ignóbil; nocivo à família, inútil à sociedade e prejudicial ao país. A economia é coisa inteiramente diversa. Consiste em regular os gastos pelos rendimentos, de sorte que aqueles não excedam a estes. Não é vício. É, antes, virtude preciosa, estímulo do trabalho e mãe da prosperidade.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Os Três Obreiros

Três operários preparavam pedras para a construção de um grande templo.
Aproximei-me do primeiro e perguntei-lhe, fitando-o com simpatia:
- Que estais fazendo, meu amigo?
- Preparo pedras! - respondeu-me secamente.
Encaminhei-me para o segundo, e interroguei-o do mesmo modo.
- Trabalho pelo meu salário! - foi a resposta.
Dirigi-me, então, ao terceiro e fiz a mesma pergunta com que já havia interpelado os outros dois:
- Que estais fazendo, meu amigo?
O operário, fitando-me cheio de alegria, respondeu com entusiasmo:
- Pois não vê? Estou construindo uma catedral!
Reparem, meus amigos, no modo tão diverso como cada operário cumpria o seu dever. O primeiro desobrigava-se de uma tarefa para ele material e grosseira; o segundo não visava senão o dinheiro a receber pelo trabalho; e o terceiro contemplava o ideal.
Escravos seremos se, à semelhança do primeiro operário, limitarmos a nossa vida à luta diária.
Entre os ambiciosos nos incluiremos se contemplarmos somente o lucro imediato de nossos esforços.
Felizes serão, porém, aqueles que vivem, lutam e sofrem por um ideal.

(Do livro Lendas do Céu e da Terra, de Malba Tahan)

E você, jovem? Como encara a vida? 

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O melhor prêmio

Já fazia um tempo que eu não postava nada do Ziraldo aqui, né? Bom, esta semana ele publicou a tira abaixo no blog e eu achei que seria interessante compartilhá-la com vocês. Basta clicar na imagem para vê-la no tamanho original.


Ultimamente tenho me questionado se não estou supervalorizando certas coisas e subvalorizando outras. Quero dizer, o que são tantos troféus e medalhas diante do maior prêmio que uma pessoa pode ganhar na vida: a amizade?

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Os Pequenos Sacrifícios

A vida é entremeada de sacrifícios. Fazemos sacrifícios o tempo todo. Às vezes, até sem perceber. Quando acordamos cedo, num dia chuvoso, para ir para a escola ou trabalhar, não deixa de ser um sacrifício que fazemos. Quando deixamos de ir a uma festa com os amigos porque temos uma prova na manhã seguinte, também é. Quando nossa mãe deixa de ir dormir para nos esperar chegar da rua, também é um sacrifício que ela faz - e nós podemos aqui fazer mais um, procurando chegar mais cedo para que ela possa descansar.

Sim, a vida é entremeada de sacrifícios. Uns maiores, outros menores. E aqui vem a questão: qual tipo de sacrifício é o mais difícil de se fazer?

Narra Sainte-Beuve a história de uma antiga abadessa muito dedicada à vida religiosa, que, afastada de seu cargo, não pôde decidir-se a deixar a chave de um jardinzinho, no qual seus privilégios anteriores lhe davam direito de entrar. É muito fácil guardar a chave de um jardim, mas custa tanto, às vezes, desfazer-se dela!

Pensem bem: o que seria mais difícil para uma pessoa viciada em chocolate, por exemplo: ficar apenas um dia em jejum, sem comer nada, ou permanecer uma semana comendo tudo o que quiser, exceto chocolate? Obviamente que a segunda opção seria a mais difícil, muito embora represente um sacrifício visivelmente menor.

Outro exemplo: uma pessoa que mora sozinha e não tem empregada. Como seria melhor ela fazer para limpar a casa? Esperando que se acumulasse sujeira por um mês e depois fazer uma faxina geral; ou todos os dias dar uma varrida, espanar os móveis, recolher o lixo? A primeira opção claramente indica um trabalho maior, embora a segunda indique um sacrifício mais complicado, ainda mais se levarmos em conta que essa pessoa, morando sozinha, não teria tanto tempo livre todos os dias. Ainda teria que abrir mão das poucas horas de folga para arrumar a casa.

Como se vê, por incrível que pareça, os grandes sacrifícios fazemo-los facilmente - com uma facilidade, já se vê, relativa - mas os pequenos, esses custam-nos enormemente.

Parecemo-nos àquele menino que tem o armário cheio de brinquedos e, convidado a dar alguns aos pobrezinhos, acha que os brinquedos que lhe pedem são precisamente aqueles a que está mais apegado. Ou àquele outro a quem a mãe ensina as orações, e chegando a esta passagem: "Meu Deus, dou-vos tudo o que possuo", para e acrescenta em voz baixa: "exceto o meu coelhinho". Ou, ainda, àquela senhora que é capaz de subir de joelhos até o Cristo Redentor, mas não é capaz de parar de bisbilhotar a vida das vizinhas.

Mas uma coisa a se notar a respeito dos pequenos sacrifícios é que eles geralmente produzem frutos mais duradouros do que os grandes. Autocontrole, responsabilidade, desapego, respeito: esses seriam os frutos produzidos pelos pequenos sacrifícios dos exemplos acima.

Não estou dizendo que os grandes sacrifícios sejam ruins, ou inúteis; ao contrário, são bons e às vezes até necessários. Mas de que servirão, se não mudarem a nossa vida?

(Baseado em reflexão do livro Lendas do Céu e da Terra, de Malba Tahan)

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Movendo os móveis

Uma das experiências mais surreais por que eu passei no final do último ano foi me desfazer de um companheiro que estava comigo desde... bem, quase desde que eu me lembre. Sim, no mês passado, após anos e anos e anos (e mais alguns anos), eu finalmente troquei meu guarda-roupa. Não apenas isso; adquiri também um armário para guardar meus livros e revistas, algo que eu já vinha pensando há algum tempo. Com isso, eu descobri três coisas:
  1. Escolher um guarda-roupa novo é mais difícil do que parece (a menos que você reduza as opções a apenas duas e tire cara ou coroa entre elas);
  2. Preciso de mais um armário para guardar meus livros e revistas, pois só aquele quase não foi suficiente;
  3. Às vezes, por mais que estejamos acostumados ao antigo, é necessário mudar para que algo novo possa vir.
Existem situações em que sentimos a necessidade da mudança. Em que percebemos que, do jeito que nossa vida está, não é possível continuar. E aí vamos atrás da mudança que queremos ver. Mas muitas vezes, torna-se algo tão difícil que desistimos e, quando percebemos, estamos de volta à estaca zero. Afinal, de onde vem toda a dificuldade?

A dificuldade vem do fato de que queremos apenas coisas novas, sem abandonar as antigas. Mas da mesma forma que, quando compramos um móvel novo, temos que nos desfazer do móvel antigo, também precisamos "abrir espaço" dentro de nós se quisermos receber uma nova vida. E como abrimos esse espaço? Nos desfazendo daquilo que é velho. E isso é uma das coisas mais difíceis e trabalhosas pelas quais podemos passar.

Já dizia o sábio que "velhos hábitos são difíceis de abandonar". Isso é verdade. E a dificuldade aumenta na mesma proporção em que nós tomamos consciência da necessidade de mudar. Como se fosse um cachorrinho que nos seguiu até o nosso apartamento e, quanto mais insistimos em tentar nos desfazer dele, mais ele se mostra a coisa mais fofa do mundo, apenas para que mudemos de ideia.

Sim, é difícil abandonar velhos hábitos, velhas ideias, velhas crenças. Mas é necessário, se quisermos realmente mudar. Ou fazemos isso, ou ficaremos em cima do muro, indecisos entre o velho e o novo. E uma coisa interessante a respeito dos muros é que, quando menos se espera, você pode cair lá de cima. Se isso acontecer, apenas reze para que não seja do lado das coisas velhas.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Pá de lixo

Vocês já tentaram recolher lixo usando uma vassoura e uma pá? Provavelmente sim. E provavelmente também já perceberam que quando fazemos isso, não importa o quanto tentemos, sempre vai ficar um pouquinho de pó no chão que vai cismar de não subir na pá.

É inevitável. Juntamos um montinho com a vassoura, pegamos a pá e não interessa a maneira como varremos ou a quantidade de vezes que varremos, jamais conseguimos recolher 100% da poeira. A única maneira de se livrar daquele restinho que fica ali é varrendo-o diretamente para o lixo.

Muitas vezes, o nosso coração é exatamente a mesma coisa. Uma pilha de lixo que nós tentamos recolher com uma pá. Mas não importa o quanto tentemos, sempre fica um resto, um montinho de poeira. E sabem qual é a única maneira de tirá-la? Diretamente. Pela raiz. Não através de pás, mas esfregando a vassoura direto onde está sujo e empurrando a sujeira para fora. Se preciso, até mesmo jogar um pouco de sabão e esfregar. Esfregar com força, mesmo que cause dor. Pois a dor às vezes é necessária para se chegar a algo bom.

Qual é o lixo que está sujando o seu coração? A falta de perdão? Pois não recolha com uma pá; não ponha panos quentes. Varra! Esfregue!

O seu lixo é o lixo do medo? Do rancor? Da decepção? Não adianta querer recolher com uma pá; não adianta querer que isso passe de um modo rápido e indolor. É preciso tomar coragem e varrer pra fora todo o lixo que nos suja.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Vocações

Antes de mais nada, este não é um post para convidar você a se tornar padre. Como veremos, a palavra "vocação" não é sinônimo de "sacerdócio" - ela tem muito mais significados.


Como vimos, assim como um tamanduá não tem nada a ver com um leão - exceto talvez por serem mamíferos - um contador não tem nada a ver com um domador de leão - exceto no Brasil, onde o leão é a mascote do Imposto de Renda, mas isso não vem ao caso.

Por que há tantas pessoas que não se realizam profissionalmente? Porque elas não seguem a sua vocação. Não fazem aquilo que gostariam de fazer, ou que são boas em fazer. Isso pode parecer óbvio, mas ainda há muitas pessoas para as quais um "bom emprego" é qualquer emprego que dê dinheiro fácil e reconhecimento. Embora um emprego como esse seria "bom" por definição, de que adiantaria se a pessoa não tivesse a vocação para ele?

De que adianta, por exemplo, alguém querer ser médico, mas não se sentir à vontade ao conversar com outras pessoas? Como ele vai atender os pacientes?

Ou de que adianta querer ser advogado, mas não conseguir se manter tranquilo durante um debate?

Mais ainda: de que adianta querer ser um domador se não se tem nenhuma experiência com leões?

- De nada.

Obrigado. E não é apenas na vida profissional que isso funciona. Na vida pessoal também. De nada adianta querer pilotar uma moto se não se sabe nem andar de bicicleta. De nada adianta querer ser o representante da turma se não se tem a iniciativa e o carisma. De nada adianta querer ser mãe se você é homem. E de nada adianta querer viver longe de Deus se a nossa primeira vocação, o nosso primeiro chamado, é justamente à santidade!

Quer dizer, você até pode viver assim. Mas vai ser como um contador tentando domar um leão.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Os Brâmanes e o Leão (Lenda Hindu)

Em busca de trabalho, quatro irmãos, ainda jovens, atravessaram, certo dia, a floresta sem fim de um longínquo país.

Três desses irmãos haviam estudado, com sábios faquires, a magia, a alquimia e a misteriosa cabala, ao passo que o quarto - exatamente o mais moço - não possuía, das ciências ocultas, conhecimento algum. Era, porém, muito inteligente e adquirira, no trabalho constante, em que sempre vivera, longa experiência da vida.

Em meio da jornada encontraram os quatro viajantes uma pequena clareira, aberta no meio da mata espessa; no chão, já seca e cheia de terra, avistaram a ossada branca de um leão.

- Mostremos ao nosso irmão ignorante - disse o mais velho - o poder da admirável ciência que possuímos. Eu, por minha parte, graças a uma frase mágica que conheço, vou fazer com que esses ossos, que aí estão espalhados, se juntem novamente, formando o esqueleto perfeito de um leão.

Realmente. Mal o jovem mágico pronunciara as palavras misteriosas, os ossos se adaptaram uns aos outros e formaram o esqueleto do terrível carnívoro.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A (curta) história de um cachalote

"Também não se falou mais no fato de que, contra todas as probabilidades, um cachalote havia de repente se materializado muitos quilômetros acima da superfície de um planeta estranho.

E como não é este o meio ambiente natural das baleias em geral, a pobre e inocente criatura teve pouco tempo para se dar conta de sua identidade "enquanto" cachalote, pois logo em seguida teve de se dar conta de sua identidade "enquanto" cachalote morto.

Segue-se um registro completo de toda a vida mental dessa criatura, do momento em que ela passou a existir até o momento em que ela deixou de existir.

Ah...! O que está acontecendo?, pensou o cachalote.

Ah, desculpe, mas quem sou eu?

Ei!

Por que estou aqui? Qual a minha razão de ser?

O que significa perguntar quem sou eu?

Calma, calma, vamos ver... ah! que sensação interessante, o que é? É como... bocejar, uma cócega na minha... minha... bem, é melhor começar a dar nome às coisas para eu poder fazer algum progresso nisto que, para fins daquilo que vou chamar de discussão, vou chamar de mundo. Então vamos dizer que esta seja minha barriga.

Bom. Ah, está ficando muito forte. E que barulhão é esse passando por aquilo que resolvi chamar de minha cabeça? Talvez um bom nome seja... vento! Será mesmo um bom nome? Que seja... talvez eu ache um nome melhor depois, quando eu descobrir pra que ele serve. Deve ser uma coisa muito importante, porque tem muito disso no mundo. Epa! Que diabo é isso? É... vamos chamar essa coisa de rabo. Isso, rabo. Epa! Eu posso mexê-lo bastante! Oba! Oba! Que barato! Não parece servir pra muita coisa, mas um dia eu descubro pra que ele serve. Bem, será que eu já tenho uma visão coerente das coisas?

Não.

Não faz mal. Isso é tão interessante, tanta coisa pra descobrir, tanta coisa boa por vir, estou tonto de expectativa...

Ou será o vento?

Realmente tem vento demais aqui, não é?

E, puxa! Que é essa coisa se aproximando de mim tão depressa? Tão depressa. Tão grande e chata e redonda, tão... tão... Merece um nome bem forte, um nome tão... tão... chão! É isso! Eis um bom nome: chão! Será que eu vou fazer amizade com ele?

---

E o resto - após um baque súbito e úmido - é silêncio."

Do livro O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams


Quantas vezes nós, jovens, somos como esse pobre cachalote? Quando começamos a nos dar conta de nossa identidade, do que realmente somos; quando começamos a "despertar" para a vida, vem o mundo e nos joga no chão?

Mas, ao contrário do cachalote, nós temos o poder de mudar isso antes que seja tarde. Por quê? Porque temos uma referência, seja em nossos pais, ou em nossos amigos... temos a experiência de quem já passou pelo mesmo que nós. E mesmo que escolhamos ignorar isso (como a maioria, infelizmente, faz), ainda teremos a chance de nos reerguer. Basta ter a vontade e a coragem para isso!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

3D anaglífico

A última moda em entretenimento após o sucesso do filme Avatar, de James Cameron, tem sido os filmes em três dimensões. Isso todo mundo sabe. Aliás, não apenas os filmes: tevês, câmeras e até videogames têm incorporado essa tecnologia. A essa altura do campeonato, você provavelmente já sabe como funciona o 3D, mas não custa dar uma relembrada:

O 3D anaglífico (o tipo mais usado - aquele que precisa de óculos de duas cores para funcionar), na verdade, é apenas uma ilusão provocada pela junção de duas imagens sobrepostas em escalas de cores diferentes. Uma das imagens é azulada, enquanto a outra é avermelhada. Além disso, há uma pequena distância entre as duas imagens. O que provoca o efeito 3D é justamente essa diferença de cores e essa distância, aliada às cores das lentes do óculos: a lente vermelha "filtra" as cores, deixando passar apenas o azul, enquanto a lente azul deixa passar apenas o vermelho. Assim, cada olho enxerga apenas uma das imagens, causando o efeito de profundidade.

Como funciona o 3D (clique na imagem para ampliar)

Desta maneira, tudo não passa de uma ilusão de ótica para nos dar a impressão de um filme "realista".

Agora, quantas pessoas não vivem como se usassem óculos 3D o tempo todo? Quantas estão presas em suas próprias ilusões, achando que aquilo que vivem é a realidade? Quantas são enganadas - e o que é pior, muitas vezes sabem disso - mas preferem continuar do jeito que estão porque é mais cômodo?

Será que nós mesmos não estamos nos iludindo com alguma coisa? Com prazeres passageiros, com bens materiais... Será que não estamos teimando em usar esses óculos que distorcem e nos dão uma ilusão de "realidade"?

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A persistência como algo negativo

Hoje em dia ouve-se muito falar em "persistência". Livros e programas de auto-ajuda estão repletos desse termo. Psicólogos e líderes religiosos o repetem quase como um mantra, na boa intenção de indicar às pessoas que não se deve desistir de resolver seus problemas. Entretanto, por incrível que possa parecer, isso nem sempre é uma coisa tão boa assim.

Claro que, se estamos passando por algum problema, temos de tentar até conseguir resolvê-lo. Não podemos simplesmente cruzar os braços e esperar uma solução cair do céu. Mas tem gente que comete o erro de tentar resolver seus problemas da maneira errada. E o pior: vê que está errado, e mesmo assim segue o conselho geral dos "gurus" de plantão e persiste tentando da mesma maneira.

Querem um exemplo? Assistam aos desenhos do Papa-Léguas. Percebam que o Coiote possui um grande problema: a fome. Mas percebam também que ele sempre tenta resolver esse problema da mesma maneira: comprando os revolucionários e nem um pouco confiáveis produtos da ACME, a empresa líder em reclamações de consumidores.

Pô, se ele tem dinheiro suficiente pra comprar essas bugigangas todas, porque não vai comer num restaurante? E aqui entra outro problema: quando a persistência se transforma em obsessão. É a obsessão de devorar aquela ave que leva o Coiote a cair de penhascos, ser atingido por bombas e soterrado embaixo de pedras a cada episódio.

Da mesma maneira acontece conosco. Pode parecer ridículo imaginar algo assim, mas há muitas pessoas por aí que não querem mais apenas resolver seus problemas. Pra elas não importa apenas que seja resolvido; importa que seja resolvido do jeito delas, mesmo que para isso elas precisem sofrer bem mais e o resultado ainda não seja tão bom quanto seria caso deixassem o orgulho de lado e resolvessem o problema do jeito certo. Na maioria das vezes, aliás, elas estão tão obcecadas que nem sequer percebem que existe uma maneira alternativa. Como na história da estudante que chegou perto do professor e disse que faria "qualquer coisa" para passar de ano... exceto estudar.

O jeito certo pode nem sempre ser o mais prático, ou o mais rápido, mas é o que vai trazer os melhores resultados. E o melhor: sem efeitos colaterais malignos.


quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Curry super picante

Você provavelmente já ouviu falar sobre o curry, ou caril, este famoso tempero tão utilizado na culinária asiática e conhecido por seu alto grau de ardência.

Além da culinária do mundo real, um tipo especial de curry também é usado como tempero para um dos itens mais "quentes" (desculpem o trocadilho, não resisti) do jogo Super Smash Bros. Brawl, sobre o qual eu já comentei por aqui há algum tempo.

Conhecido por lá como "superspicy curry" (curry super-picante), é um prato de arroz temperado que, quando comido, deixa o personagem literalmente em chamas. Ele não consegue mais ficar parado e muito menos andar, apenas correr, tamanho é o efeito do tempero.
Vai um pouquinho aí?

Mas o curry não é um item ruim! Pelo contrário: apesar de tornar os controles muito mais difíceis devido à grande velocidade dos personagens, também possui um lado positivo: qualquer oponente que se aproximar enquanto durar o efeito será atingido pelas chamas lançadas incontrolavelmente. Além disso, ainda é possível atacar normalmente mesmo sob efeito do curry, o que sem dúvida é uma grande vantagem.

Como se vê, apesar de inicialmente parecer algo negativo, basta saber tirar proveito do curry para transformá-lo numa poderosa arma contra os inimigos.

Assim também é na vida: muitas vezes, nos vemos em situações que parecem nos tirar totalmente do controle. Situações que nos fazem entrar em desespero e pensar que tudo está perdido. Mas tudo o que precisamos é aprender a tirar proveito dessas situações - embora nem sempre seja fácil - e poderemos sair delas ainda mais fortalecidos do que quando entramos.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Silêncio

"Silêncio" é o décimo episódio da quarta temporada de Buffy, a Caça-Vampiros, e é o 66º episódio no total. Escrito e dirigido por Joss Whedon, foi ao ar originalmente em 14 de Dezembro de 1999. Nele, monstros de contos de fadas chamados "Os Cavalheiros" roubam as vozes de todos em Sunnydale. Incluindo a Turma do Scooby.

Sinopse
Buffy tem um sonho durante a aula da professora Maggie Walsh, no qual encontra uma garotinha com uma pequena caixa nas mãos cantando uma estranha e perturbadora canção de ninar.


Can't even shout, can't even cry
The Gentlemen are coming by.
Looking in windows, knocking on doors,
They need to take seven and they might take yours.
Can't call to mom, can't say a word,
You're gonna die screaming but you won't be heard.


Tradução:


Não se pode nem gritar, não se pode nem chorar
Os Cavalheiros estão vindo.
Olhando nas janelas, batendo nas portas,
Eles precisam pegar sete e podem pegar o seu.
Não se pode chamar a mamãe, não se pode dizer uma palavra,
Você vai morrer gritando mas não será ouvido.


Giles recebe um telefonema de Buffy e tenta pesquisar a informação que ela recebeu em sonho sobre os Cavalheiros. Naquela noite, na torre do relógio, um dos Cavalheiros abre uma caixa que atrai e rouba as vozes de todos os habitantes de Sunnydale.
Os Cavalheiros

Na manhã seguinte, o pânico toma conta da cidade. A televisão afirma que é uma epidemia repentina de laringite. Naquela noite, os Cavalheiros dão início ao seu plano: coletar sete corações humanos - necessários para sua própria sobrevivência. Giles descobre que a única forma de derrotar os Cavalheiros é com o som de gritos humanos - reais, não gravados, como Willow sugere. É por isso que eles roubam as vozes de todos os habitantes ao chegar a uma cidade.

Durante a patrulha, na noite seguinte, Buffy encontra o esconderijo dos demônios e, com a ajuda de Riley - que não sabia que ela era a Caçadora, ao mesmo tempo em que ela não sabia que ele era um soldado da Iniciativa - destrói a caixa mágica que prende as vozes de Sunnydale. Com sua fala restaurada, Buffy deixa sair um grito que explode a cabeça dos Cavalheiros, livrando a cidade de sua presença.

Quantas vezes nós somos como os habitantes de Sunnydale nesse episódio? O mundo de hoje tenta nos calar, nos fazer ficar em silêncio diante das injustiças; os que detém o poder tentam nos calar diante dos escândalos que corrompem nosso governo; até mesmo o nosso próprio orgulho, ou o medo, nos impede de gritar quando precisamos de ajuda.

Precisamos dar vazão à nossa voz! Diante dos problemas, diante das tentações, precisamos deixar o orgulho de lado, reconhecer a nossa fraqueza e gritar por ajuda! Diante dos escândalos, diante da corrupção, diante da violência, diante do mundo de relativismo que pretende nos calar com suas ideias "politicamente corretas", não podemos ficar em silêncio! Temos que lutar, temos que quebrar essa caixa em que eles prendem a nossa voz e gritar: chega!

Ou isso, ou eles vão arrancar nossos corações, um a um. E serão bem mais que sete.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Tempo ao tempo

Você provavelmente já passou por alguma situação em que tudo o que queria era resolver alguma coisa o mais rápido possível. E, também provavelmente, já recebeu um conselho como este:

"Tenha paciência, na hora certa tudo vai dar certo."

Também é extremamente possível que nessas situações, a última coisa que você pensava era em ter paciência. Ou que a tal "hora certa" estava demorando demais para chegar. Nesses casos, como você costuma agir?

Eu não sou uma pessoa famosa pela minha paciência. Geralmente, quando eu quero alguma coisa, eu quero na hora - ou até antes da hora, se fosse possível. Mas hoje eu percebi que, muitas vezes, a espera vale mesmo a pena.

Quem me conhece sabe que, além dos videogames, também tenho outra paixão: a leitura. Semana passada, perguntei no twitter se alguém tinha alguma sugestão de livro, já que os que eu estava lendo estavam quase no final. Um amigo meu, o André, me sugeriu a série O Guia do Mochileiro das Galáxias. Eu já tinha ouvido falar, já tinha até assistido ao filme, mas nunca cheguei a ler. Então, fui procurar no Submarino pra ver se encontrava. Encontrei. Em promoção: de R$99,90 por R$78,50, se não me engano. Na hora eu fiquei bastante empolgado, mas também um pouco receoso. Afinal, era uma quantia relativamente alta, e neste momento eu estou tentando controlar os gastos. Além disso, como eu disse, já tinha assistido ao filme e não tinha gostado nem um pouco - mas reconheço que, para fazerem um filme, os livros provavelmente seriam ótimos.

Paralelamente, pesquisando outros gêneros, me deparei com Os Sete, de André Vianco. É uma história sobre sete vampiros portugueses, aprisionados num navio naufragado na época do Descobrimento, e que são trazidos de volta no Brasil atual. Fiquei em dúvida sobre o que comprar - e foi apenas por isso que não comprei nenhum naquele dia.

Hoje, porém, recebi um e-mail do Submarino, com a notícia de uma promoção-relâmpago no site. Acreditem se quiserem: a série completa do Guia estava à venda por apenas R$29,90, enquanto milhares de outros livros - Os Sete incluído - tiveram seu preço reduzido para R$9,90 cada um! A espera valeu a pena!

Não perdi tempo: entrei no site e comprei os seis livros no ato! Graças ao tempo que esperei, pude economizar quase R$50,00. 

Por isso, deixo para vocês este recado: quando passar por algum problema, ou quando quiser alguma coisa, tenha paciência! A hora certa vai chegar, eu garanto! E quando chegar, você se sentirá feliz por ter esperado.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Bonsai, velho bonsai

Um tempo atrás eu quis dar um presente de aniversário diferente pra minha mãe. Não sabia o quê, entretanto, então fui procurar nas lojas da cidade alguma coisa que ela pudesse gostar. Acabei me deparando com uma floricultura e decidi entrar.

Vocês devem estar pensando: "Você queria um presente diferente e foi comprar flores?" Bem, isso seria diferente para os meus padrões de presentes, mas eu também pensei assim. Então, em vez de uma flor, eu decidi comprar uma árvore. Um bonsai, na verdade, uma árvore em miniatura, mas ainda assim uma árvore.

Bem antes disso, tínhamos reformado a nossa casa. Apesar de meus protestos, meus pais não deixaram nem um só milímetro de jardim. Pavimentaram tudo. Hoje eles pagam as consequências disso, já que nossas cadelas não têm mais um lugar específico para fazerem suas necessidades, mas eu estou divagando e isso é outra história. O ponto é que eu achei que uma planta de verdade - diferente daquelas de plástico que minha mãe já tinha - seria algo interessante de se ter novamente em casa.

Então, voltando ao assunto. Perguntei na loja pelos diversos preços, e eles eram realmente diversos. Se alguém entende do assunto, já vai saber disso, mas pra quem nunca se interessou, lá vai: os bonsais mais velhos são os mais caros. Quando a vendedora me disse isso, eu fiquei pensando: como é diferente dos humanos! Geralmente nós tratamos os mais velhos com desdém e só valorizamos o que é novo e atual.

Quanto mais o bonsai é velho, mais o bonsai vale.
Bem ao contrário do nosso mundo atual.
Não me refiro aqui apenas às pessoas mais velhas - embora elas sejam as que sofram as maiores consequências dessa onda de valorização excessiva do novo e depreciação do que é velho. Os valores, a cultura, os ensinamentos antigos são gradualmente substituídos por outros mais "atuais" - embora nem sempre isso signifique "melhores".

Claro que o mundo evolui, as coisas mudam e entre elas, a tecnologia é a que mais rapidamente descarta o velho para utilizar o novo. E em certos casos, isso é uma coisa boa, afinal não se deve ficar excessivamente preso ao passado. Mas muitas vezes, acabamos perdendo grande parte de nossa história, e consequentemente de nós mesmos, em favor de coisas que nem sempre são tão boas assim.

Aprendamos a valorizar aquilo que é bom, mesmo que não seja da nossa época. Afinal, sem o passado não haveria o nosso presente; e sem as coisas que tantas vezes consideramos "ultrapassadas", nossas vidas não seriam como são atualmente.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Criatividade, Falta de

Poucas coisas são piores para mim do que a falta de criatividade. Simplesmente fico inquieto, andando de um lado para o outro tentando pensar em alguma coisa para usar numa pregação, ou para postar aqui, mas não sai nada.

Na maioria das vezes, até sai. Muita coisa, aliás. Hoje, por exemplo, eu devo ter pensado em uns dez temas pra este post. Mas não consegui me aprofundar em nenhum deles. Não sei o que acontece, parece que o pensamento não vai nem no tranco!

Pensei em postar uma história, mas já fiz isso ontem. Pensei em postar uma música, mas não lembrei de nenhuma que pudesse ser utilizada. Saco, por pouco eu quase fiz a review de um episódio de seriado! Só não fui em frente porque os temas dele episódio são muitos, mas nenhum extremamente profundo pra merecer um post inteiro.

Então, num esforço desesperado para manter o blog atualizado, resolvi falar justamente sobre o que estava me impedindo de atualizá-lo! E coisa incrível: ao começar a escrever estas linhas, percebi que poderia usá-las num tema bastante interessante, sobre o qual eu trato agora.

Pra começar, releia o segundo parágrafo. Já? Ok, continuando.

Foi justamente essa parte que me impulsionou a pensar. Quantas vezes nós nos envolvemos em tanta coisa que acabamos não fazendo nada! Já tiveram essa sensação?

Por exemplo, um estudante comum, que não é extremamente preguiçoso, mas também passa longe de ser um gênio. Ele se dá razoavelmente bem em todas as matérias. Mas não se aprofunda em nenhuma delas. De um modo generalizado, é um estudante acima da média. Mas analisando cada matéria separadamente, acaba ficando bem abaixo dos demais. Por quê? Porque não se aprofundou.

Outro exemplo, bastante comum entre nós jovens: o sujeito vai a uma festa e fica com três, quatro ou quinze garotas numa noite. Muito bem, parabéns para ele. Mas pergunte se lembra do nome de metade delas. Não vai lembrar. Por quê? Porque não se aprofundou nesses relacionamentos.

Até mesmo as crianças estão cada vez mais sendo educadas a terem dezenas de atividades diferentes, mas não se aprofundam em nenhuma delas! E o pior: não têm mais tempo de se aprofundar na melhor atividade de todas, que é justamente ser criança!

Isso é um dos grandes males da sociedade de hoje: estamos tão ocupados com tantas atividades que não procuramos nos aprofundar naquilo que é realmente importante! Valorizamos mais a quantidade, e não a qualidade!

Por isso que eu pergunto: como anda a "profundeza" de nossa vida? De nossas relações, até de nosso próprio ser? Temos gasto tanto tempo vivendo a vida dos outros que acabamos nos esquecendo de viver a nossa própria, de sermos nós mesmos?

Que tal definirmos melhor nossas prioridades?

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A Lata de Goiabada

Não me lembro exatamente como é a história, pois faz tempo que li e não encontrei mais o livro em lugar nenhum (peguei na biblioteca do colégio), mas era mais ou menos assim.

Um pai deixou de presente para os seus três filhos uma lata de goiabada. Cada um deles recebeu uma parte igual.
Os dois primeiros filhos, logo que receberam suas partes, foram logo devorando. Em poucos minutos já tinham terminado. Mas comeram tão rápido que passaram mal, coitados. Uma dor de estômago incrível.

O terceiro filho, por outro lado, preferiu não comer sua parte imediatamente. Em vez disso, guardou-a na geladeira. Os irmãos zombavam dele enquanto comiam suas partes (antes de terem que correr para o banheiro), mas ele preferiu servir-se de outros alimentos, mais saudáveis, antes da sobremesa. E quando a hora chegou, ele foi calmamente até a geladeira, pegou seu pedaço da goiabada e comeu-o tranquilamente, aos poucos, sob os olhares extasiados dos irmãos, que só agora se davam conta da besteira que tinham feito ao não esperar a hora certa para comer.

Moral da história: O sexo é uma lata de goiabada.

(Adaptado do livro A Juventude é uma Parábola, de padre Zezinho, SCJ)



Como nós, jovens, estamos tratando a lata de goiabada que nosso Pai nos deu de presente?

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Não importa

"Não importa o que aconteça,
Eu nunca vou desistir da luta!
Não há como eu fugir de tudo o que me assusta...
Enquanto a voz dentro de mim disser 'vai',
Eu vou continuar correndo!
Não há nada que possa me impedir de chegar até o topo!

Não importa quem está errado e quem está certo."

Este é o refrão (traduzido) da música It Doesn't Matter, tema do Sonic no jogo Sonic Adventure. Também é uma das responsáveis por me manter em alguns dos momentos mais difíceis pelos quais eu passei. Especialmente alguns anos atrás, quando fui tirar minha carteira de motorista. Apenas na sexta tentativa, na prova prática, eu consegui passar. E apenas graças a essa música e ao apoio da minha família - especialmente o meu pai - que nunca me deixaram desistir.

Segue a tradução completa da letra, e mais um bônus: uma outra versão, utilizada em Sonic Adventure 2. Espero que aproveitem.