É, galera. O Mundo do Jovem mudou, e mudou pra melhor... eu espero. De agora em diante, vocês encontrarão as reflexões mais doidas da Internet bem aqui, no Sorvete com Bacon! E vamos (re)começar com um tema bastante... atual. Estão prontos? Então apertem os cintos!
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quinta-feira, 5 de abril de 2012
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
No olho dos outros é refresco, né?
Tudo parecia ir bem no começo. Quando Buffy conheceu Angel, ele era apenas um cara misterioso que tinha o bom hábito de ajudá-la. Entretanto, logo ela descobriu que Angel era um vampiro. Inicialmente duvidosa de suas intenções, acabou cedendo após saber que ele tinha sido amaldiçoado décadas atrás com sua alma humana.
Mas havia um porém: um único momento de felicidade desfaria a maldição, levando Angel a se tornar maligno novamente. E esse momento de perfeita felicidade veio quando ele e Buffy fizeram sexo pela primeira vez, fazendo-o reverter para seu alter ego maligno, Angelus.
Como Angelus, o vampiro despertou o demônio Acathla, que sugaria o mundo direto para o Inferno. E embora Willow tenha conseguido restaurar novamente sua alma, isso veio tarde demais, e Buffy foi obrigada a matar seu grande amor para salvar o mundo. Durante o processo, Willow tinha pedido a Xander que avisasse Buffy sobre sua tentativa de realizar a maldição, tentando evitar que a Caçadora tivesse de matar Angel. Mas Xander, que já não ia com a cara do vampiro mesmo antes de ele perder sua alma, passou a Buffy uma mensagem diferente: que ela chutasse o traseiro de Angel.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
A Tempestade e as Gaivotas
Gigantesco transatlântico deixava, um dia, o porto de partida e, como todos os navios que partem, era escoltado por uma nuvem de gaivotas prateadas. Ao fim de meia hora de viagem o tempo tornou-se ameaçador. Um vento violento levantava ondas de espuma. Esboçava-se no céu uma tempestade tremenda. Ora, ainda que lutando com toda a força de suas máquinas contra os elementos desencadeados, o possante navio avançava penosamente entre as vagas agitadas.
- Pobres avezinhas - dizia um viajante que olhava do tombadilho as gaivotas e as lastimava. - As nossas máquinas, que representam milhares de cavalos-vapor, com dificuldade resistem à tempestade. Como podeis vós, com as vossas débeis asas, lutar contra o tufão, desamparadas no céu?
E, de repente, aquele homem, que tão compadecido se mostrava pelas avezinhas do mar, ficou atônito. É que as pequeninas gaivotas, estendendo as asas que o Criador do universo lhes deu, abandonaram o navio na procela e ergueram-se acima da tempestade; passaram a voar numa região serena do céu.
Enquanto isso, o homem, com sua presunçosa ciência, lutava penosamente para resistir à fúria dos elementos.
Reparai bem, meu amigo. Esse navio é o homem que pretende lutar unicamente com meios próprios. As asas das gaivotas são as mãos débeis de quem ora.
Pelas asas poderosas da prece eleva-se o homem acima das tempestades da vida e pode voar placidamente, como as gaivotas ligeiras, numa região que jamais será atingida pelos vendavais das paixões.
Do livro Lendas do Céu e da Terra, de Malba Tahan
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Movendo os móveis
Uma das experiências mais surreais por que eu passei no final do último ano foi me desfazer de um companheiro que estava comigo desde... bem, quase desde que eu me lembre. Sim, no mês passado, após anos e anos e anos (e mais alguns anos), eu finalmente troquei meu guarda-roupa. Não apenas isso; adquiri também um armário para guardar meus livros e revistas, algo que eu já vinha pensando há algum tempo. Com isso, eu descobri três coisas:
- Escolher um guarda-roupa novo é mais difícil do que parece (a menos que você reduza as opções a apenas duas e tire cara ou coroa entre elas);
- Preciso de mais um armário para guardar meus livros e revistas, pois só aquele quase não foi suficiente;
- Às vezes, por mais que estejamos acostumados ao antigo, é necessário mudar para que algo novo possa vir.
Existem situações em que sentimos a necessidade da mudança. Em que percebemos que, do jeito que nossa vida está, não é possível continuar. E aí vamos atrás da mudança que queremos ver. Mas muitas vezes, torna-se algo tão difícil que desistimos e, quando percebemos, estamos de volta à estaca zero. Afinal, de onde vem toda a dificuldade?
A dificuldade vem do fato de que queremos apenas coisas novas, sem abandonar as antigas. Mas da mesma forma que, quando compramos um móvel novo, temos que nos desfazer do móvel antigo, também precisamos "abrir espaço" dentro de nós se quisermos receber uma nova vida. E como abrimos esse espaço? Nos desfazendo daquilo que é velho. E isso é uma das coisas mais difíceis e trabalhosas pelas quais podemos passar.
Já dizia o sábio que "velhos hábitos são difíceis de abandonar". Isso é verdade. E a dificuldade aumenta na mesma proporção em que nós tomamos consciência da necessidade de mudar. Como se fosse um cachorrinho que nos seguiu até o nosso apartamento e, quanto mais insistimos em tentar nos desfazer dele, mais ele se mostra a coisa mais fofa do mundo, apenas para que mudemos de ideia.
Sim, é difícil abandonar velhos hábitos, velhas ideias, velhas crenças. Mas é necessário, se quisermos realmente mudar. Ou fazemos isso, ou ficaremos em cima do muro, indecisos entre o velho e o novo. E uma coisa interessante a respeito dos muros é que, quando menos se espera, você pode cair lá de cima. Se isso acontecer, apenas reze para que não seja do lado das coisas velhas.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Epifanias
Não se trata aqui da festa da Epifania do Senhor, comemorada ontem pela Igreja Católica e que celebra a revelação de Jesus Cristo à humanidade. Segundo a Wikipédia:
Epifania é uma súbita sensação de realização ou compreensão da essência ou do afeto de alguém. O termo é usado nos sentidos filosófico e literal para indicar que alguém "encontrou finalmente a última peça do quebra-cabeças e agora consegue ver a imagem completa". O termo é aplicado quando um pensamento inspirado e iluminante acontece, que parece ser divino em natureza (este é o uso em língua inglesa, principalmente, como na expressão I just had an epiphany, o que indica que ocorreu um pensamento, naquele instante, que foi considerado único e inspirador, de uma natureza quase sobrenatural).
Nesse sentido, foi um final de ano de epifanias para mim. A última semana, em particular, foi repleta delas. Na quinta-feira, recebemos a notícia de que um amigo nosso tinha morrido. Passando o Reveillon na chácara da família, no estado de São Paulo, Renan Fakeiti acabou se afogando. E esta foi a minha primeira epifania.
Nunca antes eu tinha passado por algo assim. Embora não fôssemos exatamente próximos um do outro, eu ainda o considerava um bom amigo. E perdê-lo assim, de repente, me fez perceber o quanto eu preciso valorizar mais aqueles que eu amo, pois nem sempre eles estarão por perto. É, eu sei que pode parecer um pensamento meio clichê, mas acreditem: a gente nunca o leva realmente a sério até que sintamos na pele o que ele significa.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Silêncio
"Silêncio" é o décimo episódio da quarta temporada de Buffy, a Caça-Vampiros, e é o 66º episódio no total. Escrito e dirigido por Joss Whedon, foi ao ar originalmente em 14 de Dezembro de 1999. Nele, monstros de contos de fadas chamados "Os Cavalheiros" roubam as vozes de todos em Sunnydale. Incluindo a Turma do Scooby.
Sinopse
Buffy tem um sonho durante a aula da professora Maggie Walsh, no qual encontra uma garotinha com uma pequena caixa nas mãos cantando uma estranha e perturbadora canção de ninar.
Tradução:
Giles recebe um telefonema de Buffy e tenta pesquisar a informação que ela recebeu em sonho sobre os Cavalheiros. Naquela noite, na torre do relógio, um dos Cavalheiros abre uma caixa que atrai e rouba as vozes de todos os habitantes de Sunnydale.
| Os Cavalheiros |
Na manhã seguinte, o pânico toma conta da cidade. A televisão afirma que é uma epidemia repentina de laringite. Naquela noite, os Cavalheiros dão início ao seu plano: coletar sete corações humanos - necessários para sua própria sobrevivência. Giles descobre que a única forma de derrotar os Cavalheiros é com o som de gritos humanos - reais, não gravados, como Willow sugere. É por isso que eles roubam as vozes de todos os habitantes ao chegar a uma cidade.
Durante a patrulha, na noite seguinte, Buffy encontra o esconderijo dos demônios e, com a ajuda de Riley - que não sabia que ela era a Caçadora, ao mesmo tempo em que ela não sabia que ele era um soldado da Iniciativa - destrói a caixa mágica que prende as vozes de Sunnydale. Com sua fala restaurada, Buffy deixa sair um grito que explode a cabeça dos Cavalheiros, livrando a cidade de sua presença.
Quantas vezes nós somos como os habitantes de Sunnydale nesse episódio? O mundo de hoje tenta nos calar, nos fazer ficar em silêncio diante das injustiças; os que detém o poder tentam nos calar diante dos escândalos que corrompem nosso governo; até mesmo o nosso próprio orgulho, ou o medo, nos impede de gritar quando precisamos de ajuda.
Precisamos dar vazão à nossa voz! Diante dos problemas, diante das tentações, precisamos deixar o orgulho de lado, reconhecer a nossa fraqueza e gritar por ajuda! Diante dos escândalos, diante da corrupção, diante da violência, diante do mundo de relativismo que pretende nos calar com suas ideias "politicamente corretas", não podemos ficar em silêncio! Temos que lutar, temos que quebrar essa caixa em que eles prendem a nossa voz e gritar: chega!
Ou isso, ou eles vão arrancar nossos corações, um a um. E serão bem mais que sete.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
As caixas e as pessoas-caixas
Hoje em dia tanto se fala em sustentabilidade, em evitar o desperdício de recursos naturais, e mesmo assim é difícil encontrar uma situação que nos cause surpresa quanto a isso. Difícil, mas não impossível. Isso porque algumas são simplesmente inverossímeis demais pra se acreditar. Vejam isto, por exemplo:
Recebemos essas caixas hoje de manhã na oficina. São peças que o meu pai pediu semana passada. Reparem bem: uma caixa enorme, cheia de "plástico-bolha-gigante", como eu gosto de chamá-lo, apenas com... uma palheta. Só. Mais nada. E não foi por falta de espaço, porque havia outra caixa igual, com lâmpadas e espaço sobrando pra colocar a palheta. Um desperdício de papelão, de plástico e de espaço.
Não sei se é a política da empresa embalar as palhetas separadamente ou se fazem isso apenas por preguiça mesmo - ou de birra, para ocupar mais espaço no caminhão da transportadora O que eu sei é que fiquei pensando nesse assunto por um tempo. E cheguei à conclusão de que existem muitas pessoas que são iguais a essa caixa.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
O que te prende?
O que te impede de escutar?
O que te cega? O que te leva a se calar?
Essas são perguntas que todo mundo já fez a si mesmo alguma vez. São também os primeiros versos da música O que te prende?, do Dunga (não o ex-técnico da Seleção, muito menos o anãozinho da Branca de Neve), e que nos levam a refletir.
Falando francamente, o mundo atual está - como diriam os franceses - uma merde. Isso, todo mundo já percebeu. O que também, todo mundo já percebeu, é que vai continuar uma merde enquanto alguém não fizer alguma coisa pra mudar. Mas é aqui que a percepção de algumas pessoas parece falhar. Porque enquanto elas ficam esperando que alguém aja, não percebem que podem, muito bem, fazer alguma coisa elas mesmas. Isso nos traz à pergunta que abre este post: o que nos prende? O que nos impede de fazer alguma coisa para ao menos, tentar melhorar o mundo em que vivemos?
terça-feira, 19 de outubro de 2010
A religião e a alegria
"Então os cavaleiros ouviram uma voz como de trovão, que chamava pelo seu líder:
- Arthur! Rei dos Bretões!
Olhando para o céu, viram uma intensa luz, que não vinha do sol. Imediatamente, todos prostraram-se por terra.
- Não se abaixe! - ordenou o Senhor. - Uma coisa que Eu não suporto é quando as pessoas se abaixam.
- Desculpe, Senhor.
- E não se desculpe! Sempre que falo com alguém é 'desculpa' pra cá, 'perdão' pra lá, e Eu não mereço... O que está fazendo agora??
- Desviando o olhar, Senhor.
- Não faça isso! Parece aqueles salmos idiotas... São tão deprimentes! Pare já com isso!
- Sim, Senhor - obedeceu Arthur.
- Isso. Arthur, rei dos Bretões. Os Cavaleiros da Távola Redonda cumprirão uma tarefa para que sejam um exemplo nestes tempo difíceis.
- Boa ideia, Senhor.
- Claro que é uma boa ideia!"
Monty Python. Guarde bem esse nome. Se você nunca ouviu falar neles antes, preste atenção redobrada neste post.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
O grande dilema!
Mais uma sexta-feira chega, e esta é especial: na próxima terça, dia 12, é feriado. A maioria das pessoas (eu, infelizmente, não me incluo nessas --') ficará sem trabalhar ou estudar durante quatro dias seguidos. Algumas aproveitarão para viajar, outras para sair com os amigos, e outras ainda apenas para descansar. Mas a grande questão não é como nós passamos nesse tempo, e sim o que se passa conosco nesse tempo. Não entendeu? Eu explico.
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